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domingo, 9 de agosto de 2009

CIBER-CULTURA-REMIX

“SOCIECIBER”

Me lembro como se fosse hoje, era por volta das 13:00h de um dia qualquer, do ano de 1996. Nesse dia a mim seria apresentado o percussor da então chamada ciber cultura, o computador.
Encantado pela desenvoltura, pacíficidade e um vocabulário rico e contemporâneo, aos poucos e sem entender muita coisa, eu seguia atencioso nas explicações do Senhor Franklin Willian, professor em questão.
Fora-me apresentados variados softwares, para diversificadas situações de trabalho, tais como; MS-DOS, ACCES, EXCEL, WINDOWS 95, entre outros mais, porém nos últimos minutos da aula, como se fosse a ultima semana de uma das novelas da Rede Globo de Televisão, nosso professor mostrou-nos um pouco do que era a internet, o mundo inteiro dentro de uma “televisão”.
Fascinados com a então aula, prosseguimos descobrindo, aquilo que para as classes privilegiadas, não era mais novidade, para nós garotos suburbanos acostumados a assistir o “Show da Xuxa” e esperar incansavelmente pelo ultimo capitulo do seriado “Caverna do Dragão”, parecia a descoberta de um novo mundo, uma nova raça.
Os anos se passaram e os estudos e curiosidades não pararam por ali. Novos programas, novas linguagens, novos interesses, tudo ligado a internet e seus fascínios, fazem com que as pessoas se aproximem e que expõe suas ideias, colocando-as a cada dia num nível igualitário.
Seja rico, ou seja pobre, no mundo virtual não existe a desigualdade social, todo o mundo tem e pode fazer o uso da internet, e relacionar-se com outros ricos e pobres de qualquer outro lugar de pouca culturalização ou lugar dominado por ideólogos anti-modernismo. Até mesmo em tribos indígenas, o acesso a internet não é mais novidade.
Intitulo de “SOCIECIBER” essa nova sociedade cibernética que faz uso dos blogs, redes, P2P, vlogs, fotolog etc..., para expor seus pensamentos e suas criações, sem ter que passar por um burocrático e estressante processo de censura.
Essa sociedade sem distinção de ricos e pobres, negros e brancos, tende somente a crescer e a cada dia facilitar ainda mais nossas vidas e estimular de forma gradativa a criatividade do ser humano.
Nessa nova sociedade podemos identificar uma nova classe de analfabetos, ou seja, os que ainda não tem conhecimento nem contato com a informática. Com isso também temos uma nova forma de discriminação, onde grupos que se intitulam intelectuais, conhecedores de informática, se unem excluindo os analfabetos desse leque imaginário.
Vivemos tempos extremamente evolutivos, e enquanto você le os meus pensamentos nesses texto, um membro da “socieciber” estuda uma forma diferente de substituir o seu trabalho (que custa muito caro), por um moderno software que faça a mesma tarefa, porém, por menor preço e que obedeça seu criador, enquanto idealizador.
É importante que não esqueçamos que mesmo com todas essas modernidades e evoluções, o computador ainda é uma maquina “burra”, pois somos nós, os seres com dedo polegar opositor e tele encéfalo altamente desenvolvido que ditamos as regras.

CORREIA, Thiago.

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