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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Crônica

Minha vida acadêmica
Já estamos no segundo ano da faculdade e até então eu não consegui entender o que faço no curso de jornalismo. Sempre trabalhei com segurança pública dando tapa na boca de vagabundo, e nos finais de semana atacava de cantor de música sertaneja, algo nada a ver com jornalismo.
Ainda continuo trabalhando com segurança pública, mas não mais dando tapa em boca de vagabundo, enquanto a música, essa sim foi prejudicada devido essa opção “maluca” de querer cursar jornalismo.
No começo eu achava tudo nada a ver, as meninas pareciam estar desfilando, cada dia com uma roupa diferente e sempre bem maquilada, uma coisa totalmente brega e nada de chique. Botas pra fora da calça, perfumes extremamente fortes, andar de fêmea no cio, sempre com o intuito de se mostrarem para as outras meninas.
Enquanto os homens, my good, cada um mais repulsivo que os outros, pareciam um bando de leões disputando um espaço. Cada um se exaltava como podia, uns endeusavam seus humildes empregos, e outros com discursos patéticos e manias de político gay, do tipo João Plenário.
Para um cara do sertão como eu, desprovido de qualquer teor intelectual, ouvir falar de dialética, efêmero e ideologia, era o mesmo que brigar com a mãe por causa de mistura, mas aos trancos e barrancos fomos empurrando com a barriga.
Horrível, essa é a característica principal do meu primeiro texto, parecia até mais um projeto fracassado do Grupo de Operações Especiais do Rio de Janeiro.
Já estamos nos aproximando do 17º mês de aula e muita coisa ainda não mudou. As meninas continuam com sua sensualidade de raposa cansada, desfilando “modelitos” invejáveis para as concorrentes, porém com um grau de intelectualidade a mais.
Os meninos, esse sim podemos observar um progresso significativo, a maioria que endeusava seus empregos, trocaram suas fontes de renda e hoje trabalham envolvidos com o jornalismo e não trocam isso por nada no mundo.
Meus textos melhoraram de horrível para “meia boca”, e meu vocabulário também teve uma admirável evolução, já posso falar de persuasão e alienação da mesma forma que falo “eu quero um cachorro quente”.
Ainda continuo não sabendo o que faço no curso de jornalismo, no entanto aprendi a gostar dessa louca corrida pela informação, aprendi a gostar também das colegas “modelos” e dos companheiros metidos a político.
Aprender o jornalismo tornou-se uma luta, uma batalha excitante, quero aproveitar cada instante dentro da sala de aula, principalmente o pão de queijo vendido na cantina, quero poder falar com um presidente de uma nação e com um catador de latinha sem distinções e sem receios.
“Só sei que nada sei”. É com as palavras do grande pensador Aristóteles que defino minha caminhada acadêmica e termino minha crônica.
Thiago Correia

Um comentário:

  1. E entao...pra 2011 o que pensas agora de jornalismo? to gostando de ler sobre voce, sobre o que passa nessa cabecinha!

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